terça-feira, 8 de abril de 2008

Tumulos de Inês e Pedro

Tumulo de D.Pedro
Férias da Pascoa ... rumo ao Centro Sul, com destino a Aljubarrota, mais concretamente para casa de uma amiga virtual... sim, a Net, tem destas coisas... mesmo num canto perdido do Polo Norte podemos encontrar alguém que se assemelha muito a nós .Esta é a minha crença e espero nao deixar de pensar assim...foram 5 dias muito bem passados, entre artesanices e passeios. Como estavamos a 5 m de Alçobaça, lá rumamos nós um dia...Linda vila!!!...romantica, acolhedora, emocional em cada pedra da calçada...e claro, veio-me logo á lembrança aqueles versos de Camoes:

Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a Fortuna não deixa durar muito, ...
( Lusíadas, canto III, est.120)
Esta é sem dúvida, uma das histórias de amor mais comoventes da nossa História e em honra destes amantes, publico aqui , a fotografia dos seus tumulos, no Mosteiro de Alcobaça. Permanecem, mesmo após a morte, frente a frente e os seus retratos estão amparados por anjos em cima de uma especie de arcas estrondosamente bem esculpidas que mais parecem um relicário sagrado. O tema escolhido por D.Pedro, para a decoração do tumulo de Ines, foi a apoteose do juizo final e para o seu proprio, o relato da sua vida com maior incidencia na sua entrega total a um amor que ia contra tudo e contra todos.
Tumulo de Inês de Castro







Reparem, neste pormenor da base do tumulo de Inês: uma figura hibrida de animal e humano, que segura nos seus braços uma cria, fazendo lembrar as súplicas de Inês para nao matarem seus filhos e protegendo-os contra o seu peito....


Para quem nao conheça , aqui vai um resumo da história da bela Inês e do seu amante Pedro, publicado neste blog http://narizdepalavras.blogspot.com/


História de Pedro e Inês

Esta é uma história antiga e verdadeira que tem como cenário as belas cidades de Lisboa e Coimbra. D. Pedro, infante de Portugal, filho do rei Afonso IV e da Rainha D. Beatriz, estava na idade de casar e garantir a descendência do reino, pelo que o seu pai mandou vir de Espanha uma donzela galega, de nome Constança Manuel, que se fazia acompanhar por uma belíssima dama de companhia, D. Inês de Castro. Assim que se conheceram, Pedro e Inês logo se apaixonaram, no entanto, e por respeito à princesa Constança, nunca puderam concretizar o seu amor.A princesa, esposa atenta e dedicada, logo percebeu o interesse do marido pela sua amiga e como forma de evitar um romance entre ambos, escolheu a dama para madrinha de baptismo do seu primeiro filho, Luís. No entanto, esta estratégia não deu grandes frutos, uma vez que o bebé, criança de saúde bastante débil, acabou por falecer, quebrando assim os laços quase familiares que uniam estas três personagens. A morte prematura de D. Constança, que morreu ao dar à luz a infanta Maria, permitiu que os dois amantes pudessem finalmente viver em pleno o seu amor.Inês de Castro passou a habitar junto do Convento de Santa Clara, num pavilhão de caça que pertencia à família, situado na cidade de Coimbra, onde o seu amor pelo príncipe deu frutos, pois dele nasceram quatro filhos. Os dias de felicidade entre o príncipe e a sua amada duraram cerca de dez anos, mas uma sombra de tristeza abateu-se sobre os céus de Coimbra. D. Afonso IV, temendo a influência dos irmãos de Inês de Castro (fidalgos influentes da corte de Castela) sobre o príncipe D. Pedro, mandou três dos seus conselheiros a Coimbra para tentarem convencer D. Inês a deixar o príncipe. Perante a recusa desta, degolaram-na sem qualquer piedade. Ao ver a amada morta, D. Pedro jurou vingança contra aqueles que provocaram a sua desgraça e só descansou quando castigou os seus inimigos. Para homenagear a sua amada, D. Pedro mandou construir o monumental Mosteiro de Alcobaça, onde repousam até hoje os seus corpos em dois ornamentados túmulos que se encontram frente a frente. Para a História ficou a cerimónia de coroação de D. Inês, que mesmo depois de morta foi aclamada rainha e reconhecida pela corte.

3 comentários:

Renata Monteiro disse...

eu simplesmente ameeeeeei.
Uma história de amor muito linda.
Bjo

Saryta disse...

Sim sem duvida uma linda História de amor, mas a parte final não bate com as datas históricas, o Mosteiro de Alcobaça foi começado a construir muito antes... em 1178, pelos Monges da Ordem de Cister... logo muito antes de D. Pedro ter nascido.

Foi ainda D. Afonso Henriques que doou as terras para a sua construção ao Abade de Claraval.

Mas Isso não tira a beleza a esta história de Amor fantástica... Toda as raparigas deveriam ter oportunidade de ter um D. Pedro nas suas vidas :)heheh

Anônimo disse...

alcobaça é uma cidade, não uma vila